sexta, 20 de outubro de 2017

Mais de trinta

A puta do sexo casual

Século vinte e um — achei melhor escrever por extenso porque muita gente não entende algarismos romanos, aliás, há quem não entenda nem os arábicos (o nosso) — e ainda há quem pense que a mulher que faz sexo casual tem algo de promíscuo, um quê de “quenga”, ou ainda, simplesmente merece ser chamada popularmente de puta.

Definindo sexo casual, promiscuidade e “puta”

Primeiro quero definir alguns conceitos para facilitar as coisas.

Sexo Casual: sexo sem interesse em vínculo de comprometimento, com um ou mais conhecidos ou estranhos, com frequência irregular.

Promiscuidade: relacionamento não monogâmico com muitos parceiros variados.

Quenga, puta, profissional do sexo, garota de programa: pessoa que provê préstimos de ordem sexual mediante pagamento de ativos.

Colocado os pontos vamos aos fatos:

  1. fazer sexo casual não necessariamente te coloca como uma pessoa promíscua, para tal você teria que ter múltiplas relações sexuais com muitos parceiros.
  2. fazer sexo mediante pagamento pode ser considerado sexo casual, mas sexo casual não pode ser considerado prostituição.
  3. Se a vida é sua, não faz sentido cuidarem dela por você. Contudo, também não faz sentido ficar falando dela para os outros, expondo-se ao julgamento alheio.

Com esses fatos em vista você pode pensar que não há nada de errado na prática, mas sinto lhe dizer que ela pode trazer problemas de ordem superior ao moralismo babaca que a sociedade tenta impor.

Por que sexo casual pode ser algo ruim?

Para haver sexo é preciso haver troca de energia e é aí que mora o problema no modelo casual. Sabendo que não há qualquer interesse em comprometimento você trará para a sua vida uma pessoa que não necessariamente tem a ver com sua forma de ver o mundo.

Aliás, é muito provável que traga para ela alguém que você têm certeza de que não irá gostar. Vou explicar melhor senão sei que muita gente ficará em dúvida.

Partindo do pressuposto que quando você faz sexo casual você já define que não gostaria de ter mais nada aprofundado com aquele parceiro, de uma forma que não sei bem como funciona, nada que preste virá até você.

É como se o universo atendesse o seu pedido “Quer alguém só para ter prazer sexual, mas não quer envolvimento? Toma aqui esse sujeito que é um babaca, mas que com certeza irá te comer”. Simples assim.

Nisso você traz para a sua intimidade alguém com um padrão de pensamento muito diferente do seu, já como uma forma de poder expulsá-lo do seu convívio o quanto antes, mesmo que de forma inconsciente.

Claro que você pode ter prazer assim, aliás, muito prazer se for o caso, mas em dado momento sentirá um vazio que não saberá de onde veio ou uma sensação de exaustão, como se tivesse tido sua energia drenada.

É muito comum que quem pratique o sexo casual tenha a ilusão de que as experiências são positivas.

Leva algum tempo para ter o entendimento de que geralmente você não se satisfaz e como isso acaba te fazendo mal.

No fundo, mesmo que negue isso, você sabe que gostaria de estar com alguém que te amasse, e que você também amasse esse alguém.

Creio que agora deixei meu ponto de vista muito claro: o problema não está na questão moral, está na questão energética.

Fora o apanhado de carne e osso que somos, temos campos energéticos que são influenciados e que influenciam outros. Vale a pena ter mais cuidado com quem você resolve transar e a forma com que você encara sua necessidade sexual.

Quer uma vida feliz? Todos queremos. Faça por merecer! Projete harmonia e ela virá. Projete inconsistência e nela haverá.

Até mais!

Recomendo ler “O sexo incrível e o sexo marromenos da cada dia

Ps. Gostou do texto? Comente, compartilhe, dê like, tuita, faz qualquer coisa, mas não deixe ele no vácuo!

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