segunda, 29 de maio de 2017

Mais de trinta

Dono do manual: mito ou verdade?

Certa vez, lendo a publicação de um conhecido, vi um termo que nunca havia tomado conhecimento, o “dono do manual”. Imediatamente me questionei sobre do que se tratava, mas nem precisei pensar muito, a resposta estava clara: o dono manual era o sujeito com quem a mulher melhor transou durante a sua vida.

Na minha inocência, nunca tinha imaginado que uma mulher escalasse o seu elenco de craques ou de pernas de pau, separando-os por seus talentos. Pelo que entendi, o dono do manual seria o melhor dentro de campo, com notas boas em todos os fundamentos. Imagino que deve ser um mestre na pequena área, um excelente driblador, um defensor com pegada forte e um exímio armador, daqueles que prestam atenção e fazem as jogadas se tornarem mágicas.

Espera aí, estou usando o futebol para exemplificar o que acontece no sexo? Jesus, tem horas que até eu vejo como a testosterona têm efeitos maléficos sobre nós, homens! Futebol é muito melhor do que sexo! Calma, era brincadeira! Se bem que… Deixa para lá! Voltemos à pauta.

A questão principal é: como lidar com essa história do “dono do manual” depois que se fica sabendo?

Sim! O primeiro raciocínio que fiz foi sobre qual a minha avaliação nos meus relacionamentos. Será que já tive a honra de ostentar esse rótulo?

Diante da pseudo pressão, me questionei se esse negócio existe mesmo, afinal, poderia ser apenas mais uma bobagem daquelas que são inventadas para vender revistas femininas. Sexo é sexo, pensei. Tem dias que é fantástico, outros que é mais ou menos e ainda tem aqueles em que a masturbação teria sido uma aposta mais feliz.

Não me conformei com minha própria negativa. Tentei então outro pensamento: existe uma dona do manual, no meu caso? Se eu a encontrasse, isso validaria a lógica da expressão feminina.

Apesar de eu ter uma memória muito mal organizada, após fazer uma pesquisa mental, levando em consideração as experiências que passei, pude concluir que: não existe “uma” dona do manual.

Não houve, em meu entendimento, uma mulher exclusiva que melhor transou comigo.  Ufa! Foi ótimo concluir isso. Como sou um ser competitivo, se a teoria se confirmasse, eu ficaria tentado a saber mais sobre o meu desempenho. Não aceitaria ser o “vice” dono do manual!

Levei em consideração três pontos para a minha conclusão: habilidade, intimidade e amor.

Habilidade

Se a melhor pessoa com quem alguém transou tivesse como ponto principal a destreza na cama, profissionais do sexo seriam as pessoas mais lembradas do universo. Experiência, conhecimento e habilidade não faltam para estes.

Se formos parar para pensar, como alguém pode ter habilidade, já que cada pessoa tem necessidades e expectativas diferentes?

Sendo assim, o “dono do manual” teria que ser mais do que o melhor sexo da vida de alguém. Teria que ser também a pessoa que mais se encaixa nos espaços que temos.

Intimidade

Outro ponto também me chamou a atenção, em boa parte dos casos onde eu obtive melhores índices de satisfação, estes não foram conseguidos nas primeiras vezes. Foi preciso intimidade para que as coisas esquentassem!

Até as partes se soltarem e confiarem uma na outra leva um certo tempo. Em minha opinião, sexo só é bom quando é sujo. Por sujo não entenda escatologias ou coisa do gênero. A sujeira se refere a não ter nojos, nem receios com a parceira.

Sabe aquele caldo de cana que você toma na feira? Então… É mais ou menos como aquilo. Se você for pensar no índice de bactérias que há na mão do sujeito que está espremendo a cana, você não toma ou se toma é porque está preparado para as consequências.

Amor

O amor, aquele velho sentimento que muitas vezes é desprezado quando as pessoas falam do sexo, é um componente fundamental da equação que resulta na satisfação.

Em todas as vezes que me lembrei de ter ficado satisfeito de verdade, havia uma laço afetivo entre mim e a outra pessoa. O sexo sem amor não tem o mesmo brilho. É como se a pessoa precisasse de uma cirurgia e alguém lhe desse uma aspirina.

A intensidade de uma relação sexual depende muito do quanto as pessoas se gostam e também do quanto estão dispostas a satisfazer a outra parte. Se cada um só pensar no seu prazer individual, com o tempo, a relação esfriará por falta de conexão.

Conclusão

Pelo que entendi, a afinidade tem muito mais a ver com a intimidade, com a existência de uma relação de amor, e menos com o talento sexual de alguém.

Sendo assim o tal “dono do manual” é apenas um mito ou é o que uma pessoa que não conseguiu se entregar de verdade conhece como sexo. O que é pouco. Ainda está no rasinho da piscina.

É claro que você que está lendo pode elencar a sua lista de experiências positivas, por ordem de satisfação, mas lembre-se que isso se refere muito mais ao encontro dos itens que escrevi do que a uma determinada pessoa.

Boa semana para você!

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