segunda, 27 de março de 2017

Mais de trinta

Brasileiros, um filho da pátria não foge à luta

Poder de ser brasileiro

Poder de ser brasileiro

Hoje eu decidi mudar um pouco o foco dos meus textos. Hoje será mais fácil e muito mais proveitoso falar do momento que vivemos na política.

Passamos recentemente por uma eleição presidencial, onde os dois maiores partidos disputaram quase voto a voto o poder da República do nosso país. Achei um pouco ridículo, pra não dizer infantil, a disputa quase pessoal entre os dois principais candidatos que ao invés de debaterem propostas e planos de governo resumiram grande parte do precioso tempo para ataques pessoais, um contra o outro.

As eleições brasileiras como um todo, leigamente falando, são ridículas. Fazem parte de um processo onde damos poder a um ser humano que não possui instrução suficiente para resolver problemas de matemática. Nós somos cobrados no mercado de trabalho, para sermos especialistas em nossas profissões, investimos em no mínimo cerca de R$ 50.000,00 pra mais em formação e especializações na vida, para ganharmos salários que nos permitirão uma vida digna de classe média e, enquanto isso, colocamos no poder de decidir o que é melhor para a nossa sociedade pessoas que não possuem curso superior ou, ironicamente falando, um curso técnico do SENAI.

Não sou partidário, nem pretendo ser, só penso que nós como povo somos feitos marionetes, pela mídia, pela política e até por nós mesmos. Aquelas frases que dizemos “nosso país é isso mesmo”, “brasileiro tem mais que se ferrar” e outras mais não ajudam, mesmo que seja um desabafo sincero. Aí eu te pergunto o que você tem feito para mudar? Eu particularmente não tenho feito muita coisa, nem sei se o pouco que faço vá fazer tanta diferença assim, mas pelo menos pra mim me faz ser melhor. Quando apontamos o dedo para erros em Brasília esquecemos que há um ciclo, há uma cultura podre na maioria dos brasileiros a qual eu me incluo. Todos nós “pecamos” nesse país, na compra de um DVD pirata, naquele gatoNET, na falta de posição ao cobrar os diretos, na falta de comprometimento com o voto, na falta de entendimento do cenário político e econômico do país.

Uma vez vi uma frase em uma reportagem sobre o preço dos carros no Brasil e dizia assim “cobramos caro porque o brasileiro paga”. Um absurdo, mas é verdade. A cultura de alguns países que tentamos imitar é de que não se gasta mais do que se ganha. Mas no Brasil não, o funk ostentação reflete a realidade de muitas pessoas e não só a dos MCs. Ainda hoje temos pessoas que valorizam o mais caro e não correm atrás dos direitos só pra mostrar que podem pagar.

Enfim, ser brasileiro ainda é ser vítima das próprias escolhas, internacionalmente tiram sarro de nós por nunca levarmos a sério os nossos problemas e sempre valorizarmos primeiro o entretenimento. Somos abusados e tiram vantagem nisso, ainda usando a antiga filosofia do pão e circo. Como li recentemente, é muito estranho um país que é a sétima maior economia mundial ter uma situação social tão discrepante. Há uma falta de esperança em mudança por ser algo que está aí faz anos e anos e não muda, mas não precisa ser assim sempre… Desde que você queira. Até porque, precisamos ver que um filho da pátria não foge a luta.

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