sexta, 18 de agosto de 2017

Mais de trinta

Muito Prazer! E por favor, seja breve.

Muito prazer, sinta-se ridícula(o) por falar comigo, não importa que você me ache uma boa pessoa ou qualquer definição do tipo, menos ainda que se abra e se mostre com todas as virtudes e todos os defeitos – correndo o risco de ser exposta(o) por aí em conversas informais – afinal, não há nada demais nisso.

Vamos esquecer que somos reflexo do outro nas pequenas considerações, vamos esquecer o que significa maturidade e respeito, porque do outro lado, meu caro, minha cara, existem um milhão de frustrações e medos que não precisam ser pisados ainda mais, mas ainda assim serão.

Muito prazer, e por favor, seja breve, não crie vínculos, raiz, não tenha tempo de escrever mais do que duas linhas, nem se prolongue em conversas por mais de alguns minutos. Sabe como é, pega mal ter sentimentos hoje em dia, então por favor, esconda-os o quanto antes e o mais fundo que puder, a ponto de se esquecer que eles existem. Sentimentos dão trabalho e são patéticos, porque nos deixam vulneráveis, então livre-se deles.

Ah, lembre-se também da indiferença e use-a sem moderação; e no ritmo que as coisas fluem, bom, nesse ritmo eu só tenho tempo de me aprofundar até aqui.

Foi um prazer.

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