Sunday, 22 de September de 2019

Mais de trinta

Na vida nós escolhemos o que plantamos, mas colhemos o que semeamos

Se alguém nos faz mal, mesmo que façamos o bem para essa ou outras pessoas, é extremamente provável que se fizermos um balanço do quanto de bem nós recebemos e o quanto de mal, cheguemos a um saldo positivo

Se alguém nos faz mal, mesmo que façamos o bem para essa ou outras pessoas, é extremamente provável que se fizermos um balanço do quanto de bem nós recebemos e o quanto de mal, cheguemos a um saldo positivo

Já diz a o provérbio: “Podemos escolher o que plantamos, mas somos obrigados a colher o que semeamos“. Muitas vezes consideramos que a vida é injusta conosco, que merecemos algo melhor, que merecemos mais, que merecemos algo diferente do que estamos passando ou vivendo.

Mas será que isso não é fruto de uma vitimização nossa? De um certo egocentrismo onde não somos capazes de enxergar o outro e enxergamos apenas o nosso lado? Quantas vezes achamos que o outro tem uma vida melhor que a nossa, mas menos merecida? Que os outros tem inveja de nossa vida?

Todos passamos por fases boas e ruins na vida. Claro que podemos eventualmente ser prejudicados por atos de outras pessoas, por atos injustos e não merecidos. Mas de uma forma bem geral a vida é um reflexo do que fazemos. Se agimos de forma coerente com nossos princípios, com o que acreditamos, de uma forma honesta com a gente mesmo, as coisas ficam muito mais fáceis e melhores.

Para ficar completo, o ingrediente que falta é a empatia. Olhar sempre o outro, nos colocar no lugar do outro. Com isso deixamos de fazer coisas que prejudicam os outros, que irão causar uma dor, uma chateação, mágoas desnecessárias ao outro. Claro que as vezes magoamos os outros sem intenção, apenas por agir conforme acreditamos, mesmo tendo um comportamento socialmente aceito. Mas ai a questão é o outro e não nós.

Cada um de nós deve lidar com seus conflitos internos e tentar solucioná-los da melhor forma para todos. Em geral ficamos mal por nossos conflitos, pela nossa forma muitas vezes egoísta, equivocada de ver as situações, de interpretá-las. Se conseguirmos enxergar que fases boas e ruins existem e passam, que todos possuem essas fases na vida, que a vida nos dá o que damos a ela, as coisas se tornam muito mais equilibradas em nossas vidas.

Quando digo que a vida nos dá o que damos a ela, a questão não é o fato de que você foi injustiçado por alguém. A questão é muito maior, mais ampla. Se alguém nos faz mal, mesmo que façamos o bem para essa ou outras pessoas, é extremamente provável que se fizermos um balanço do quanto de bem nós recebemos e o quanto de mal, cheguemos a um saldo positivo.

Sempre teremos que conviver com injustiça, com percalços, com chateações. Mas se assumirmos a responsabilidade por nossas vidas e nossas atitudes sem tentar encontrar algum culpado, se refletirmos mais sobre nossos atos, encontraremos muitas respostas e conseguiremos melhorar muito como pessoas parte de um todo, de um mundo, de uma sociedade.

Se plantarmos atitudes positivas, boas teremos isso de volta. Faremos nosso mundo melhor e se cada um fizer a sua parte, o mundo de todos será melhor.

Leia outras colunas de Miúcha Carvalho

Conheça outros colunistas do Mais de Trinta.

Comentários

Comentários

Conteúdo exclusivo e promoções

Cadastre-se

Cadastre seu e-mail para receber as atualizações do Mais de Trinta e ser informado de promoções exclusivas para assinantes. Você receberá duas mensagens por semana!