sábado, 24 de junho de 2017

Mais de trinta

O que fazer e o que não fazer quando a separação acontece?

Para acompanhar com mais clareza, se você ainda não leu os textos anteriores, leia: “O guia da separação” e “Toda separação é ruim?” .

Primeiras providências

As pessoas têm o costume de achar que quem pede a separação é o mal personificado e quem está na outra ponta é o bem intocado, daí começam a conjecturar sobre como sujeito agiu certo ou errado. A primeira de todas providências é realmente aceitar que separações acontecem.

Fazer o levantamento dos bens e também das contas que eram divididas é tarefa chata e necessária, na mesma proporção. Conversas serão necessárias e é bom que o prático seja separado daquilo que é emocional.

Se ainda pairam dúvidas sobre possíveis reconciliações, esqueça o assunto. Se um dia acontecer tudo terá que começar do zero.

Fique bem, ao menos tente ficar. Se entregar à choradeira nunca fez o leite derramado voltar para a garrafa. Gosta de cinema? Assista a filmes. Gosta de cozinhar? Cozinhe. Gosta de música? Contanto que não seja música sertaneja, por conta do repertório, escute. Resumindo, se trate bem, pode ser que pela manutenção da relação você tenha deixado de fazer coisas que gostava…

Nunca fazer

Sair como idiota propagando impropérios aos amigos e familiares do casal não faz muito sentido. Lembre-se de que aquela pessoa “terrível” que você está vendendo é a mesma que conviveu contigo. Chega a doer na alma ver alguém ofender aquilo que defendia há semanas.

Perseguir a outra pessoa também não é mostra de controle ou inteligência. Evite cuidar da vida alheia a menos que isso seja fundamental para sua sobrevivência, como ter que acordar o motorista de ônibus enquanto ele dirige.

Colocar-se no papel de vítima nunca rendeu bons resultados. Veja o exemplo de Rocky Balboa, ele apanhou durante filmes inteiros, não reclamou de nada e saiu de bacana não importando o resultado das lutas. Ninguém gosta de perdedores, mas todos têm apreço especial por lutadores, gente que fica de pé.

Em tese, se a culpa é sua você pode colocá-la em quem achar melhor, mas quando falamos em relacionamento a história é muito diferente. Não convém delegar a “culpa” do término a quem quer que seja, nem a você, muito menos à outra parte. O princípio básico de relacionamentos interpessoais é que não existem mocinhos, todos são bandidos, o que torna ridículo apontar o dedo.

Leia os outros trechos do guia da separação:

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