Sunday, 21 de October de 2018

Mais de trinta

Para começo de conversa

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Sempre soube que seria mãe, por isso, mesmo antes de encontrar o gajo que se uniria a mim nesta jornada, já sabia o nome do rebento.  BerNNardo (eu explico os dois “enes” daqui a pouco).

O nome soava tão bem que procurava ver e saber quem eram outros Bernardos. Sempre fiz esse paralelo entre os xarás, acredito piamente que eles têm características iguais. Não sei se minha teoria tem fundamento ou simplesmente se encaixa em alguma daquelas que eliminamos todas as diferenças e encontramos uma mera igualdade para justificar nossa verdade. Mas, foi a tal teoria que me serviu de apoio nas longas argumentações para “eliminar” a segunda sugestão dada pelo pai do pequeno quando chegou nessa história.

Ótimo! O Universo conspirava a meu favor! Ele seria o BeNNardo com aval do marido, as células se multiplicavam a mil no meu ventre, quase nada de enjoo e comendo apenas azeitona, tomate com sal e milho verde. Eis que, como canta lindamente o Nazi “se o meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho”, aparece a mãe da mãe do bebe, que leu meia dúzia de livros sobre numerologia e repetia insistentemente que Bernardo não somava um bom número, que esse menino teria uma vida de dificuldades.

A primeira atitude dos aprendizes a pai foi suspirar e dizer “ aí meu God, lá vem ela outra vez com a mesma historinha de como ficaria meu nome depois do casamento e etc. etc.” Tudo bem, a gente faz como naquela época, balança a cabeça com um sorriso e deixa entrar por um dos ouvidos e vazar pelo outro. Pronto.

Mas desta vez não deu certo, aquela informação entrou por um ouvido, foi difícil de passar por uma das têmporas e travou no cérebro com um pensamento repetitivo que ecoava antes de uma noite de sono: “As coisas andam bem, mas com um esforço de super herói. Será por conta daquela letrinha que não demos importância no casamento?”. Pronto, com a mesma lucidez da teoria dos nomes iguais, decidimos que um “ene” a mais não mudaria o sentido do nome e o número seria perfeito para que nosso pequeno “forte como um urso”, sim, esse é o significado do nome, tivesse uma vida plena e feliz. Fechou, passamos de fase!

Quando completei 37 semanas de gravidez tive uma febre que não cessava durante toda a noite, ligamos para a Dra. Patrícia pela manhã e fomos ao consultório. Logo que chegamos fui internada para fazer alguns exames, passei a tarde inteira de sala em sala. No outro dia pela manhã a notícia: você não tem absolutamente nada, mas nessa condição é melhor que o garoto com N duplo nasça, pois pode ser o início de alguma infecção e é melhor que ele não tenha contato.

numerologia

Deixando a história do parto para outro post, a conclusão é que como toda mãe e pai, nós acreditávamos estar no comando. Era óbvio que sabíamos o que era melhor para o nosso “soldado valente”! Ledo engano, no seu primeiro dia, já nos surpreendeu. Quando chegou nesse mundão no dia 26 de outubro de 2005, minha febre desapareceu por completo, ou seja, de acordo com uma das minhas cientificamente provadas teorias, ele queria nascer nesse dia,  já estava com o saquinho cheio de dar piruetas na barriga da mãe e queria opinar naquela história que, afinal, também era dele.

E para finalizar, confesso. Ele tem toda razão, eu também deveria ter antecipado o meu nascimento quando a avó do BerNNardo, minha mãe, resolveu homenagear minhas lindas e cheirosas avós me dando o, vamos dizer assim, diferente nome composto de Margarida Luzia. #prontofalei

Esse é o primeiro de muitos outros momentos que espero dividir com vocês por aqui. Um viva a essa, às vezes mole, às vezes dura, vida de mãe. Recheada de lições de aprendizado, amadurecimento e amor!

Obs:  segundo a avó “numeróloga”  o dia 26 é o que há. 2 +6 = 8 e isso é muito bom! Garoto de sorte

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