sexta, 22 de setembro de 2017

Mais de trinta

Como se recuperar e olhar para frente depois de separação?

Caros leitores e leitoras, este é o final da série de capítulos da separação. Vocês já leram sobre a primeira fase de uma separação, o que fazer quando ela chega e como encarar o ex, a família e a lidar com os filhos. Irão ler sobre a liberdade e o amplo sentido da palavra, relações com outras pessoas e um olhar para o futuro.

Liberdade e o amplo sentido

Uma das primeiras coisas que passam pela cabeça ao sair de um relacionamento diz respeito a liberdade. Muitos experimentam um estado eufórico no início de sua nova condição para logo em seguida ficar sem ter o que fazer com tanto tempo livre.

Como cabeça vazia é oficina do capeta, sugiro ocupar toda a liberdade conquistada para botar a rotina em ordem, com certeza há muita coisa que deveria ser diferente.

A liberdade recém conquistada não pode servir como arma para incomodar a outra parte, então seja razoável, nada de ficar publicando fotos de agarramento em redes sociais ou dando a entender que está na “vida loka”.

Eu não acredito que o fim de um casamento ou namoro duradouro tenha produzido efeitos negativos só em uma das partes, ambos saem machucados de alguma forma, principalmente quando há respeito. Ninguém gosta de ver a outra pessoa sofrer e também não quer ser alvo de revanchismo, sendo assim, pense nos efeitos que suas ações podem ter. Liberdade é responsabilidade, esse conceito passa longe de libertinagem.

Relações com outras pessoas

Já que reprovar é a chance de provar novamente, nada mais natural do que se envolver com outras pessoas. Cada pessoa tem um tempo de maturação para que isso aconteça, é injusto rotular alguém por querer outro envolvimento, não há uma regra clara sobre quando e como novos relacionamentos podem acontecer.

Principalmente, quando existem filhos ou negócios em conjunto envolvidos, o casamento acaba, mas o relacionamento não. Lembre-se disso antes de sair tomando atitudes que possam magoar a outra parte ou a você mesmo. Considero uma boa atitude avisar seu ex ou sua ex de suas intenções. Surpresas só são bem vindas se são agradáveis, o que não é bem o caso.

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Tem apenas duas coisas que eu não acho certo, projetar as insatisfações no próximo elemento e desfilar por aí sem que esteja com perspectivas de efetivação.

Fazer projeções pode simplesmente atrapalhar uma relação que poderia dar certo, gerando cobranças por parte de quem ainda não tem crédito, como já havia no relacionamento anterior.

Sair desfilando por aí soa como “olha só como eu consigo pegar alguém”. Pode não ter nada a ver, mas fica estranho e o principal, não agrega em nada. Aconteceu de cruzar algum conhecido? Aja naturalmente! Nada de se esconder embaixo da mesa ou tremer na apresentação. Após o ocorrido, se a separação for recente, acho conveniente ligar e avisar seu ex.

Olhando para frente

Faz parte do processo ficar triste, ter raiva, mas tente reduzir o período ao máximo. Não faz bem para ninguém nutrir raiva ou mágoa. Sejamos honestos, ninguém obrigou você a ter um relacionamento com alguém, se aconteceu foi por sua escolha ou conivência, o que lhe imputa as consequências de suas escolhas. Há um artigo meu sobre como dar a volta por cima, recomendo que leia.

Acho errado decretar que determinado relacionamento foi um erro se, durante a maior parte dele, houve troca. Pessoas só são perfeitas em dois lugares, no currículo e no cemitério. Caso você só tenha percebido isso com o término é porque não quis ver antes.

se recuperar da separação

Um erro muito comum é considerar que o relacionamento foi um investimento, repare que alguém sempre puxa o extrato e surge algo como “eu investi x anos na relação”. Gente, falando assim parece até que não havia dois lados, dá a entender que só uma parte se doou na relação, o que, geralmente, não é verdade.

Há também quem diga que cometeu um erro e daí em diante se culpa por ter tomado decisões. Em minha opinião só erra quem analisa as possibilidades e mesmo assim decide ir pelo pior caminho. Se, à época da decisão, você escolheu ir por uma rota baseada nas informações que tinha e o resultado não foi muito bom, coisa que você só percebeu depois, paciência. Nada de se culpar.

O momento é de procurar o equilíbrio, rever suas necessidades acima de suas expectativas. Se decidir por ficar só não sinta culpa, é seu direito. Se optar por achar um novo par, faça-o com honestidade. Em suma, quanto mais tempo você olhar para trás ou para baixo, menos olhará para frente.

Até mais!

Leia os outros trechos do guia da separação:

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