Monday, 21 de September de 2020

Mais de trinta

Sobre o cinema… E agora, o que veremos?

É melhor ganhar um Oscar do que não ganhar. A frase é do diretor argentino Juan José Campanella, do genial “O segredo dos seus olhos”. Sua resposta tem a ver com a repercussão que o filme conseguiu após a conquista da estatueta. O que não significa dizer que filme pra ser bom precisa de grife. E nem foi isso que ele quis dizer. Falo isso por conta de um filme que vi esta semana, no Telecine Cult.

Benditos sejam os canais que exibem trabalhos alternativos. E bendita seja a TV por assinatura, que abriu para os apaixonados por cinema e conteúdo de qualidade, um universo antes restrito a pouca gente. O filme que assisti é uma produção no melhor estilo torre de Babel: França, Itália. Egito e Líbano ajudaram a diretora Nadine Labaki a concluir a obra chamada “E agora, aonde vamos?“, com a história de uma pequena aldeia, dividida entre cristãos católicos e muçulmanos, onde as mulheres usam criatividade, força e presença de espírito para manter a paz.

Filme "E agora, aonde vamos?"

Filme “E agora, aonde vamos?”

Chorar e rir, prender você na poltrona, te fazer lembrar de pessoas que ama e se divertir sem perder o senso crítico. E ainda deixar aquela sensação de ter sonhado. Isso tudo faz de um filme algo marcante. Não é o que dizem sobre ele apenas, mas o que ele diz pra gente. Até onde consegue nos levar. Por essas e outras razões que às vezes fazemos aqui em casa umas sessões de cinema sem fronteiras. Irã, Alemanha, Argentina, Espanha, Dinamarca, Japão, França, Itália, Brasil enfim, o mapa é grande e as possibilidades maiores que a tela…

E é citando essas viagens pelo mundo do cinema que demonstro satisfação e entusiamo pela minha participação aqui no site. Honrado pelo convite e sentindo o peso da responsabilidade, busquei inspiração na vasta cultura de muitos povos e na diversidade da arte, opinião, criatividade e genialidade de tanta gente para ousar incluir um pouco de mim no contexto dos colegas que já publicam por aqui.

A agora, aonde vamos? Espero chegar longe, com todos. Assim como as mulheres da pequena aldeia, buscar a paz entre as divergências e o segredo nos olhos de cada um.

Leia mais textos de Beni Domingues.

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