Sunday, 20 de October de 2019

Mais de trinta

Morte e vida, um contínuo espaço/ tempo

Fim ou começo?

Fim ou começo?

De morte em morte, de vida em vida, já habitamos tantos corpos multiversos e tantos outros habitaremos. Somos filhos das eras remotas, fomos criados pelas substâncias elementares, emergimos das matérias cósmicas, dos protozoários invisíveis, das células primitivas e das bactérias. Na Terra, esse laboratório de alegrias, dores e sofrimento, que descortina as luzes do futuro, temos que aprender a transubstanciar a guerra em paz, buscando a perfeição do amor ao criador de tudo e de todos.

O ser humano é mesmo paradoxal. Tem medo da morte, mas, mata tão facilmente. Matam-se humanos nas guerras, na violência urbana, na intenção, no pensamento através do desejo de vingança; matamos insetos, pequenos bichos, animais para nos alimentar ainda que numa época em que os alimentos da terra são abundantes, podendo nos suprir, cujo problema não é mais a produção e sim a distribuição; matamos nossos sentimentos, nossos sonhos, nossos ideais e mais do que tudo, matamos nosso amor por não saber lidar ainda com as diversidades e, sem resignação, deixamos muitas vezes tantos outros seres órfãos do nosso amor por não saber dimensiona-lo.

Separamos a vida da morte como se houvesse começo, meio e fim, assim nos condicionamos. Só que a vida é uma continuidade, uma constante, havendo apenas degraus (“dimensões”) que ora pisamos num, ora pisamos noutro no desenrolar das reencarnações.

vida e morte

vida e morte

Consideramos que nascemos na matéria, então, morremos no espírito? E quando morremos na matéria, nascemos no espírito? Então, morremos quando nascemos e nascemos quando morremos? Na vestimenta material permanecemos tridimensionais, em área restrita, refém do campo gravitacional, ocupando pequena extensão de faixa vibracional. Na vida espiritual podemos frequentar as superiores dimensões, (os degraus), de acordo com a capacidade adquirida.

Vemos a morte como o fim, quando na realidade é uma passagem dimensional.

Pensamos em dimensões sempre olhando para cima, como se para habitar as altas esferas, necessário fosse subir, quando, na realidade, a física quântica prova que todas as dimensões estão em todos os lugares, depende da velocidade da frequência eletromagnética que permanecemos e vivenciamos no momento.

Na realidade, na condição de quase mortos durante o sono, temos capacidade de viajar no astral, mas, tão poucos o fazem, por permanecer todo o tempo com o pensamento rasteiro, mundano, estritamente material, não conseguindo durante o desprendimento noturno alcançar outras esferas porque vivem presos aos paradigmas, aos dogmas e credos religiosos ou ateus, os extremos. As madrugadas podem ser benditas aliadas no aprimoramento do saber, do entender e do absorver.

Quando, na experiência da vida material, não deixamos de ser seres espirituais, portanto, a matéria é um apêndice da verdadeira vida, é um atalho que tomamos a fim de viver experiências no campo dos ajustes necessários ao equilíbrio dos créditos e dos débitos, portanto, o caminhar é paralelo, o nascer e morrer é uma continuidade, sem milagres nem mistérios. Jamais devemos temer a morte porque é uma passagem de nível, que tanto pode nos fazer emergir quanto submergir, dependendo do grau moral que cada um exercitou em vida terrena. Quem caminha pela estrada do bem, mesmo sob erros, pode repara-los e continuar a requerer seus méritos perante a vida, a fim de ter assegurado sua saúde mental, emocional e espiritual e acreditar que o futuro é tornar-se um ser justo, harmonioso, conseguindo habitar na frequência de Deus, sem medo, sem dúvidas. Seja primitiva ou evoluída, vida, é o nosso permanente estado.

 

 

 

 

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