Wednesday, 15 de July de 2020

Mais de trinta

Caçadores de Obras-primas não empolga

Caçadores de Obras-primas

Filme dirigido e produzido por George Clooney chega aos cinemas brasileiros.

 

Recém chegado aos cinemas brasileiros, Caçadores de Obras-Primas conta uma das histórias mais curiosas da Segunda Guerra Mundial. Baseado no livro homônimo de Robert M. Edsel e Bret Witter, ele conta a história real de um grupo de especialistas, restauradores, galeristas e artistas enviados à Europa pelo presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt para recuperar obras roubadas pelos nazistas e protegê-las dos bombardeios dos Aliados e da destruição das obras pelo Eixo comandado por Hitler.

Fundamental para a história da arte e para as gerações pós-guerra, o grupo vai para o campo de batalha com muito pouco (leia-se nenhum) treinamento, e tem como missão caçar as grandes obras de arte roubadas por toda a Europa e devolvê-las aos seus donos.

Dirigido, escrito e produzido por George Clooney, Caçadores de Obras-Primas tem um elenco impecável, que começa pelo próprio Clooney com o papel principal, o chefe do grupo, Frank Stokes, acompanhado de Matt Damon, Bill Murray, John Goodman, Jean Dujardin, Hugh Boneville, e Bob Balaban.

Entretanto, a receita de um elenco com alto potencial, principalmente para a comédia, e uma história fantástica não tem como resultado um grande filme. Caçadores de Obras-primas mantém uma regularidade, oscila pouco, não possui muitos baixos, mas também não tem muitos altos, uma regularidade que vez ou outra beira a monotonia.

Além de bela e importante, a história dos caçadores também renderia momentos de humor, afinal, enviar artistas e galeristas sem nenhum tipo de treinamento para o fronte de uma grande guerra certamente renderia grandes história, mas infelizmente elas não foram tão bem contadas por Clooney.

Os momentos de comédia são escassos e até mesmo os momentos mais emocionantes, como os de morte de alguns soldados, não possuem a carga de emoção suficiente para fazer você entrar na história contada pela trama.

Por ter seu lançamento adiado para 2014 nos Estados Unidos, o filme também abriu mão de concorrer ao Oscar deste ano, mas com os grandes concorrentes, teria pouquíssimas chances de vencer nas principais categorias.

A ida ao cinema vale para conhecer mais uma das grandes histórias que a Segunda Guerra Mundial ainda tem para contar, e saber como e quanto a história da arte deve a esse grupo de homens que se sacrificou para manter uma parte importante da história da humanidade viva. Mas dessa vez, infelizmente, faltou “algo mais” ao filme de Clooney.

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