Thursday, 05 de December de 2019

Mais de trinta

Meu marido arrumou outra, mas voltou. Corro o risco de ser traída?

Sou casada há 12 anos. Depois que tive minha primeira filha há 3 anos atrás passei 1 ano e meio cansada e com sono. Tinha que trabalhar e cuidar dela de madrugada. Quase não transava. Mais ou menos uma vez por mês. O que aconteceu? Meu marido arrumou outra no escritório. Quis sair de casa mas ficou poucos dias fora e voltou. Durante 8 meses ele chegava tarde, ia para o escritório no fim de semana mas continuava comigo. Não aguentei mais e pedi para me separar. Foi aí que o jogo virou. Ele quis ficar comigo, passei a frequentar o escritório (a outra sempre se escondia). No final ele acabou mandando ela embora. No meio dessa estória toda fiquei grávida e tive mais um filho. Juro que não foi de propósito que engravidei, filho não segura homem (mas confesso que adorei magoar a fulaninha, ela não tinha nada que mexer com o marido de outra). Agora vivemos bem mas às vezes acho ele esquisito. Ainda corro risco de ser traída? Ela pode virar amante dele? Paula

Tem cada pergunta que leio nesse blog… Paula, vou simplificar e responder em uma linha e matar sua curiosidade! A verdade é que… que… que…, bom eu tentei ser simpático hoje, mas não vai dar! Já passam da meia-noite e ainda não escrachei ninguém, então vai ser você mesma a escolhida, entenda, não é pessoal, mas se eu não der uma patada em alguém sofro com síndrome da abstinência e começo a tremer. Não existe risco de traição, é certeza mesmo!!

Bom, vamos começar por onde interessa… Vejamos, a sra. Cornélia era casada com um meliante que gosta de colocar adereços em sua testa ou tem algum fetiche por ver a mulher concorrer com os enfeites da árvore de natal de 3 metros do vizinho, certo? Eu gostaria que você simplesmente me respondesse: “ERRADO URSO, mandei o cara catar coquinho na ladeira!”, mas eu sei que isso seria fruto da minha imaginação, até porque mesmo que você respondesse, o texto já estaria escrito e eu não tenho nenhum tipo de envolvimento com o além que me permita ter poderes telepáticos.

A batalha contra a amante, que você crê ter vencido, está longe de terminar. Seu erro, cara leitora, está em querer tratar o sintoma e não a doença! Dada sua introdução, seu cansaço motivou o cidadão a decorar sua testa, o que só pode dizer uma coisa: “homem placebo™” (definição já explicada na pergunta “Por quê algumas mulheres não conseguem arrumar namorado de jeito nenhum?“).

Há 1km de distância dá para notar que você fez uma péssima escolha quando foi indagada pelo padre, antes tivesse dito “Não!”, lhe pouparia um bocado de sofrimento. Talvez você se dê conta disso hoje, mas não quer admitir.

Discorrendo ainda sobre essa farra do boi (olha o trocadilho), depois que você viu o que perdeu, não usou a metodologia de resolução de problemas Urso Branco™. Bastaria você se perguntar: “Isso é um problema ou uma solução?” e ficaria sabendo na hora que ganhou na loteria, afinal, você tinha um marido que chegava tarde, não comparecia, não era companheiro e o cara te fez o favor de arrumar outra, o que lhe deu motivo para pedir a exclusão dele do seu quadro de filiados! E o pior, você não aproveitou a chance de se livrar de um homem placebo™!

Francamente cara leitora, você pode falar até que o ama demais, porém releia sua pergunta, vá lá em cima e olhe, não há qualquer menção a esse nobre sentimento, porém o texto deixa muito claro o efeito “dor de cotovelo” através da passagem “…confesso que adorei magoar a fulaninha…”.

Bom, para resumir tudo o que escrevi, não há a menor chance de você não ser traída. 

Abraço do Urso

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