sexta, 22 de maio de 2015

Quem deve pagar a conta no motel? Dividir é opção?

Hello, little bear. Quero saber como agir uma vez que o meu novo bofe chama pra sair, sempre banca tudo (dinheiro ele tem, quem não tem sou eu). COMO explicar que não tenho condição financeira para ajudar a pagar conta de diversos lugares chiquééééérrimos que ele sempre convida a frequentar? Tá certo que é maravilha comer do bom e do melhor, ser tratada como princesa, etc… Embora ele nem pisque quando a conta chega, fico sem graça, acho que até já está pegando mal, porque é nosso quinto encontro! HELP!!! Ursa Maior (e melhor..rs) Adriana

Prezada leitora duranga, você não precisa explicar nada, está lá no manual de sobrevivência dos homens: “Capítulo 6 – Cevando sua presa“. Segundo a tradição, o homem deve pagar a conta, principalmente nesses casos, pois o meliante já sabia de suas adversidades financeiras e, a menos que seja um completo tapado, considera a hipótese de que seus gastos não precisam ser acompanhados pelos demais presentes.

Tem sempre alguém que fala “Quem convida paga!” ou  “Sentou na cabeceira, leva a conta”. Quer saber? Se a pessoa não estiver brincando, afaste-se de quem promove essas abobrinhas, gente assim não gosta de você o suficiente para não querer levar vantagem. Belo motivo para não convidar mais!

É igual quando você tem um negócio, amigo de verdade não pede desconto, mas sim paga a mais. Meu barbeiro é que o diga, há 18 anos eu o pago com extra, afinal, gosto dele.

É claro que existe sempre aquele tipo que aproveita de uma mesa com a conta dividida para pedir tudo o que há de mais caro no cardápio, canapés de fígado de ganso holandês, bacalhau nascido e criado na Noruega, filé de boi argentino que sabia dançar tango e não podemos esquecer das bebidas, cocktail de frutas exóticas que só podem ser colhidas das 6 as 6:15 da manhã do primeiro domingo da primavera, desde que, esteja chovendo.

Esses tipos adoram dividir a conta por igual e nesse caso vai considerar que você é mesquinha em não dividir a conta com ele. É impressionante como o mundo está cheio de gente sem noção…

Agora pensa bem, se esse for o seu caso, é interessante ter algo mais sério com um cidadão desta estirpe?

Identificar esse cataclisma financeiro é moleza, basta observar ele pedindo. Caras assim são aqueles que inventam pratos que não estão no cardápio, se pedirem um cachorro quente na barraca do seu Zé, vão perguntar se a mostarda é importada e se não dá para trocar a salsicha de jornal “convencional” por uma deliciosa opção de jornal de “frango light”.

É claro que devem ser excluídas ocasiões especiais de festividades, aniversários, comemorações comerciais, enterro de sogra, aquisições e vitória do time do coração. Também é bom lembrar que campeonato de futebol de botão e aniversário de sogra não se enquadram como “festividades”.

Você poderia chamá-lo também para ir a lugares mais simples de vez em quando e, se ele for, ofereça-se para dividir a conta, isso seria uma maneira sutil de fazê-lo entender o problema. Nem tudo que é bom é caro, muito menos tudo que é caro é bom.

Se isso lhe incomodar muito, a ponto de repensar o relacionamento, fale com o rapaz sobre o problema abertamente e caso o meliante e candidato a Duque não entender, aja como boa moça que você é e mande-o catar coquinho na ladeira! Caso o cidadão encare bem a situação, pagar um motel de vez em quando pode ser uma atitude nobre da sua parte.

Já sei que a mulherada vai chiar por causa do pagamento do motel, nessas horas todas acham que eu devo ser machista… Engraçado isso! Parece até que somente o rapaz se diverte, a moça deve ficar lá obrigada, é claro.  Antes que chovam comentários, eu sei de situações onde só o cidadão se dá bem e a outra parte fica a ver navios, mas aí é problema da mocinha que escolheu mal.

Aos moços fica um ensinamento: “Homem que divide conta não come ninguém por muito tempo”.

Abraço do Urso

PS. Se quiser, tem um post com motéis que você deveria conhecer em São Paulo.

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